Tudo que eu mais desejo
já existe para mim.
A concretude do meu sonho abstrato
se cala
no sangue que corre em meu peito.
Eu vejo,
desejo,
e meu olhar farfalha.
Meu andar cadente pelo beijo
da estrela que me ilumina
alucina.
Desvaira pelo vão
do meu caminho.
Sozinho nada!
Nado ao encontro do fogo nato.
Minha determinação é um fato!
e um ato de confiança
na luz
e na sombra.
Mesmo que apareça
ou se esconda;
que olhe para frente
ou para trás;
não me escape pelos dedos!,
pois mesmo que tente,
escapar da minha mente
não é capaz.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Desejos
Desejo muito da vida
E do Sol que me ilumina
Tenho as dores dos males do mundo
Em mim
Queria ver meu corpo sangrar
Para sentir por fora o que sinto por dentro
Queria sonhar
Mais
Ser feliz
Como uma planta de plástico
Queimar ou derreter
Eis a questão
Não sei muito da vida
Além do meu drama de classe média
Tampouco sei da morte
Sou só quereres
Dos meus desejos mais profundos
Um abraço
E do Sol que me ilumina
Tenho as dores dos males do mundo
Em mim
Queria ver meu corpo sangrar
Para sentir por fora o que sinto por dentro
Queria sonhar
Mais
Ser feliz
Como uma planta de plástico
Queimar ou derreter
Eis a questão
Não sei muito da vida
Além do meu drama de classe média
Tampouco sei da morte
Sou só quereres
Dos meus desejos mais profundos
Um abraço
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Minotauro
25/07/2016
No labirinto das escolhas,
a sorte.
Me perco e me reencontro entre paredes
longe do ninho.
Queria estar andando nas nuvens.
Queria estar boiando num rio.
"Não sonhe demais, peixinho,
ou pode acabar se afogando."
Sonho minha vida e mais algum encanto.
No brilho forte da chuva,
a limpeza para novos dias.
E novos passos.
Na estrada, pedras e desalinho.
E uma silhueta rasa.
Só um vulto guia meu caminho.
No labirinto das escolhas,
a sorte.
Me perco e me reencontro entre paredes
longe do ninho.
Queria estar andando nas nuvens.
Queria estar boiando num rio.
"Não sonhe demais, peixinho,
ou pode acabar se afogando."
Sonho minha vida e mais algum encanto.
No brilho forte da chuva,
a limpeza para novos dias.
E novos passos.
Na estrada, pedras e desalinho.
E uma silhueta rasa.
Só um vulto guia meu caminho.
Ainda
24/07/2016
Bendita é a noite,
que faz raiar o dia.
As folhas e seu verde-luz
que contagia.
Viva o contágio de vida!
Viva a flor que nasce no asfalto!
A escuridão é o reino das sombras
e da esperança.
Bendita é a pequena morte.
E que toda sorte de mundo
se me apresente.
Morte súbita,
minha singela insignificância
finda.
Bendita é a noite,
que faz raiar o dia.
As folhas e seu verde-luz
que contagia.
Viva o contágio de vida!
Viva a flor que nasce no asfalto!
A escuridão é o reino das sombras
e da esperança.
Bendita é a pequena morte.
E que toda sorte de mundo
se me apresente.
Morte súbita,
minha singela insignificância
finda.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
carniça
15/07/2016
sou um cão de insígnia torpe
um malbocado do mundo encarnado
carniça
sou lobo da estepe
de chuvas ralas de sombra e luz
guerra e paz
do mato à carne
da carne ao laço
compasso
das medidas da minha vida
descompasso
dos ventos que me caminham
com passo
leve de cada alma sofrida
animal de couro degastado
saliva gasta
trevo de seis folhas
bebida amarga
ventre do inferno
no cerne do paraíso
caroço, gomo, visgo
falo a voz da concha do mar
e ouço sussurros da brisa
o mundo vem me escutar
atenção
mas não tenho o que falar
sou só ouvidos
aprendizado
e luta
viva o mundo que ama
e contesta a força bruta
da mata
do fogo
das lutas
queimadas nas terras
do ódio e opressão
ascensão em sol
fusão
sou um cão de insígnia torpe
um malbocado do mundo encarnado
carniça
sou lobo da estepe
de chuvas ralas de sombra e luz
guerra e paz
do mato à carne
da carne ao laço
compasso
das medidas da minha vida
descompasso
dos ventos que me caminham
com passo
leve de cada alma sofrida
animal de couro degastado
saliva gasta
trevo de seis folhas
bebida amarga
ventre do inferno
no cerne do paraíso
caroço, gomo, visgo
falo a voz da concha do mar
e ouço sussurros da brisa
o mundo vem me escutar
atenção
mas não tenho o que falar
sou só ouvidos
aprendizado
e luta
viva o mundo que ama
e contesta a força bruta
da mata
do fogo
das lutas
queimadas nas terras
do ódio e opressão
ascensão em sol
fusão
domingo, 12 de junho de 2016
Palavras Perdidas
12/06/2016
Deito em sombras de desterro;
Murmuro.
Deixo saltar de meus olhos
As paisagens que não vou visitar.
E o Sol que se esvai
Reluta em se despedir.
Murmuro
Versos de quem não tem o que versar.
Em meus devaneios de homem são,
Morro.
O Sol se vai.
Mas o mar continua a me espreitar.
Minhas roupas poucas demais para o frio
Me deixam com uma mensagem:
Não sou invencível.
Sou uma pedra ou um moinho de vento
Girando ao som das ondas
Ou barrando meu desalento.
E a folha correndo no vento frio
É mais forte que eu.
Contenho meu riso desesperado
E sussurro palavras ao mar.
Palavras perdidas.
Ou talvez jamais faladas.
Volto ao meu escuro eterno
E minha mente reluz de lembranças.
A noite está fria demais para sonhar.
Deito em sombras de desterro;
Murmuro.
Deixo saltar de meus olhos
As paisagens que não vou visitar.
E o Sol que se esvai
Reluta em se despedir.
Murmuro
Versos de quem não tem o que versar.
Em meus devaneios de homem são,
Morro.
O Sol se vai.
Mas o mar continua a me espreitar.
Minhas roupas poucas demais para o frio
Me deixam com uma mensagem:
Não sou invencível.
Sou uma pedra ou um moinho de vento
Girando ao som das ondas
Ou barrando meu desalento.
E a folha correndo no vento frio
É mais forte que eu.
Contenho meu riso desesperado
E sussurro palavras ao mar.
Palavras perdidas.
Ou talvez jamais faladas.
Volto ao meu escuro eterno
E minha mente reluz de lembranças.
A noite está fria demais para sonhar.
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Cavalaria
31/05/2016
Todo dia o mundo ataca
e você se defende,
foge, esquiva,
se perde, se mata.
Perde até os sentidos,
não lembra mais o que faz falta.
E agora o mundo vem bater à sua porta.
E você, numa postura meio torta,
tenta resistir ao mundo em vão.
Leva uma rasteira que te deixa no chão,
sem eira nem beira,
sem faca nem queijo na mão.
Reaja, camarada, reaja!
Se ponha de pé,
revide, ataque!
Vá de meia Lua, Lua cheia!
E a cada golpe do mundo,
saia de negativa.
Não se aflija!
De pé no chão
ou pé no alto,
vá para cima do mundo
com um salto!
Derrube quem te quer derrubar!
Com uma tesoura nas opressões
e no sistema que te explora,
um mundo novo nascerá!
E na solidariedade de cada roda
o amor prevalecerá!
E então, livre,
na ginga dessa nova aurora,
não haverá ninguém para derrubar.
Todo dia o mundo ataca
e você se defende,
foge, esquiva,
se perde, se mata.
Perde até os sentidos,
não lembra mais o que faz falta.
E agora o mundo vem bater à sua porta.
E você, numa postura meio torta,
tenta resistir ao mundo em vão.
Leva uma rasteira que te deixa no chão,
sem eira nem beira,
sem faca nem queijo na mão.
Reaja, camarada, reaja!
Se ponha de pé,
revide, ataque!
Vá de meia Lua, Lua cheia!
E a cada golpe do mundo,
saia de negativa.
Não se aflija!
De pé no chão
ou pé no alto,
vá para cima do mundo
com um salto!
Derrube quem te quer derrubar!
Com uma tesoura nas opressões
e no sistema que te explora,
um mundo novo nascerá!
E na solidariedade de cada roda
o amor prevalecerá!
E então, livre,
na ginga dessa nova aurora,
não haverá ninguém para derrubar.
Assinar:
Postagens (Atom)