11/03/2016
Nem sempre estou preparado para chuva.
Em meu deserto pessoal
a chuva molha, encharca, alaga.
Congela meu coração de pedra mole.
Que sorte!
Que forte o vento e a brisa!
Não sei se corro risco
ou se o risco me socorre.
Das infinitudes da vida,
a mazela de ser o que se é.
Nunca se sabe o que cabe.
Vai vendo,
que nem todos nós
podemos ser a causa de tudo.
E quando não somos a causa de tudo,
nos sentimos um nada sem causa;
a causa de nada.
à cause de rien
grace à dieu
Na rua deserta só quem fala é a chuva.
E os riachos urbanos
fazendo sua viagem.
Um brilho oculto no céu
e na nuvem cinza uma mensagem.
Buen camino.
Que me reste uma flor
para onde eu for.
E quando cessarem minhas consequências,
que minhas últimas palavras sejam de amor.
sábado, 12 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
A Sip of Bloom
07/03/2016
A glimpse of light
and the waveprint of the dawn:
the end of an endless night,
hope as the world goes bright
and vanish the stars that were shown.
Sleep I could, I should or I might,
but since I've been granted the gift of sight,
leaving the sorrowest dark of the room,
I turn my reddish eyes to a bloom
and surrender, defeated in this fight.
How good, worthy, peace of mind!
I've seen, I've shone and I'll shine,
although the world may not recognize.
And as to my heart and its size,
it is not more theirs than it is mine.
And as the time passes, comes the noon;
I recall it will be dark soon
and we'll be able to see the moon.
A simple sip of tea
and a hearty health to thee.
A glimpse of light
and the waveprint of the dawn:
the end of an endless night,
hope as the world goes bright
and vanish the stars that were shown.
Sleep I could, I should or I might,
but since I've been granted the gift of sight,
leaving the sorrowest dark of the room,
I turn my reddish eyes to a bloom
and surrender, defeated in this fight.
How good, worthy, peace of mind!
I've seen, I've shone and I'll shine,
although the world may not recognize.
And as to my heart and its size,
it is not more theirs than it is mine.
And as the time passes, comes the noon;
I recall it will be dark soon
and we'll be able to see the moon.
A simple sip of tea
and a hearty health to thee.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Onda Sonora
14/02/2016
Quero ser as pulsações no teu peito
E o brilho do teu amar
Pois meu único defeito
É nunca deixar de sonhar
E em teu sonho ser luz
Do luar que te conduz
Nos medos que tiveres
Me deixa ser tua coragem
E aos beijos que me deres
Que eu me entregue de verdade
Que verde amadureça
E com tudo isso cresça
Junto com o que puder te dar
Aqui não fico tão perto do mar
Mas me deixa virar onda
Que eu quero te afogar
De amor em mãos
Nada mais pode faltar
Quero ser as pulsações no teu peito
E o brilho do teu amar
Pois meu único defeito
É nunca deixar de sonhar
E em teu sonho ser luz
Do luar que te conduz
Nos medos que tiveres
Me deixa ser tua coragem
E aos beijos que me deres
Que eu me entregue de verdade
Que verde amadureça
E com tudo isso cresça
Junto com o que puder te dar
Aqui não fico tão perto do mar
Mas me deixa virar onda
Que eu quero te afogar
De amor em mãos
Nada mais pode faltar
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Riachinho
04/01/2014
Sob as águas de uma cachoeira,
O Universo se curva em minha mente;
Me torno pássaro, peixe e serpente,
Purificando minha alma inteira.
No ponto mais alto de uma montanha,
Meu corpo se ilumina, sublima
Em diversos outros estados; culmina
Num suspiro que a si mesmo estranha.
Quando eu abraço forte a Natureza,
Me privo de toda e qualquer certeza.
Me liberto da Verdade e da Ilusão,
E atinjo outro nível de compreensão:
Sinto enfim que o amor não tem norma,
Porque a vida não tem fôrma, não tem forma.
Sob as águas de uma cachoeira,
O Universo se curva em minha mente;
Me torno pássaro, peixe e serpente,
Purificando minha alma inteira.
No ponto mais alto de uma montanha,
Meu corpo se ilumina, sublima
Em diversos outros estados; culmina
Num suspiro que a si mesmo estranha.
Quando eu abraço forte a Natureza,
Me privo de toda e qualquer certeza.
Me liberto da Verdade e da Ilusão,
E atinjo outro nível de compreensão:
Sinto enfim que o amor não tem norma,
Porque a vida não tem fôrma, não tem forma.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Vulto de Vida
18/01/2016
Em planícies arenosas
e montanhas pedregosas.
No azul verde do mar
e no vermelho cálido do fogo.
Em toda parte e a todo tempo
sou um mundo de duas faces,
um ser do fabuloso mundo das ideias.
Minha visita ao mundo real
é um pedaço de minha brevidade.
Faço contato,
marco horário
e apareço.
Desapareço quando necessário.
E volto, sem clamor,
à minha virtuosa virtualidade.
Fico confuso, sinto saudade,
mas o mundo concreto não me pertence.
E se o mundo virasse ao avesso?
Se o mar chovesse no céu
e o fogo queimasse na madeira?
A mão seria quase nada,
porque o mundo seria completo.
Concreto.
E a ideia seria o avesso de tudo.
Contudo, nada é dessa maneira.
Em alguns momentos estou vivo.
Em outros não existo.
E meu tempo é limitado.
Vivo, resisto.
Quando não, desisto.
Em planícies arenosas
e montanhas pedregosas.
No azul verde do mar
e no vermelho cálido do fogo.
Em toda parte e a todo tempo
sou um mundo de duas faces,
um ser do fabuloso mundo das ideias.
Minha visita ao mundo real
é um pedaço de minha brevidade.
Faço contato,
marco horário
e apareço.
Desapareço quando necessário.
E volto, sem clamor,
à minha virtuosa virtualidade.
Fico confuso, sinto saudade,
mas o mundo concreto não me pertence.
E se o mundo virasse ao avesso?
Se o mar chovesse no céu
e o fogo queimasse na madeira?
A mão seria quase nada,
porque o mundo seria completo.
Concreto.
E a ideia seria o avesso de tudo.
Contudo, nada é dessa maneira.
Em alguns momentos estou vivo.
Em outros não existo.
E meu tempo é limitado.
Vivo, resisto.
Quando não, desisto.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Caminhos
15/01/2016
Não pude parar de pensar.
Caminhei, me sentei,
contemplei o mar,
mas por dentro a cabeça a girar
não soube descansar.
Cada batida da onda
era uma onda,
uma viagem a tempos longínquos,
a mundos paralelos distantes.
Diz tanto o nosso sonhar...
A vida é feita de sonhos.
E de luta em fazê-los realidade.
E do gosto agridoce de acordar.
Esqueci de lembrar dos outros caminhos.
Vim com pista certa,
em linha reta,
pedra ante pedra.
Uma seta sem meta,
pois não há nada que me completa.
Me contempla o Sol que arde.
Que não tarde meu entendimento,
pois a vida é selvagem.
Não marca horário.
Ladra, morde, bate,
se debate.
Se solta.
Andei em linha reta
só para dar uma volta
e me esquecer de onde eu vim.
Minha vida é um grande esquecimento;
e a morte um esquecimento de mim.
Não pude parar de pensar.
Caminhei, me sentei,
contemplei o mar,
mas por dentro a cabeça a girar
não soube descansar.
Cada batida da onda
era uma onda,
uma viagem a tempos longínquos,
a mundos paralelos distantes.
Diz tanto o nosso sonhar...
A vida é feita de sonhos.
E de luta em fazê-los realidade.
E do gosto agridoce de acordar.
Esqueci de lembrar dos outros caminhos.
Vim com pista certa,
em linha reta,
pedra ante pedra.
Uma seta sem meta,
pois não há nada que me completa.
Me contempla o Sol que arde.
Que não tarde meu entendimento,
pois a vida é selvagem.
Não marca horário.
Ladra, morde, bate,
se debate.
Se solta.
Andei em linha reta
só para dar uma volta
e me esquecer de onde eu vim.
Minha vida é um grande esquecimento;
e a morte um esquecimento de mim.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Djin
21/12/2105
Estou aqui.
À espera de um contato,
uma ligação,
carta, mensagem.
Para fazer o que me for requerido.
E depois sumir
(por tempos imemoriáveis)
como um gênio da lâmpada
fora da lâmpada.
Quais são seus desejos?
Estou aqui.
À espera de um contato,
uma ligação,
carta, mensagem.
Para fazer o que me for requerido.
E depois sumir
(por tempos imemoriáveis)
como um gênio da lâmpada
fora da lâmpada.
Quais são seus desejos?
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