18/11/2015
Os morros de pedra, volumosos,
nos olham de cima abaixo,
vendo corpos frágeis, que morrem,
que degradam sob o solo.
Sobre os morros não posso
dizer qualquer fantasia.
Mesmo que em sua pedra dura possa
ser erguida grande mata,
o morro impassível nos olha,
enquanto a gente morre, sangra e mata.
Não morra, não! Não morra!
E quando estou sobre o morro,
meus pés sentem sua pele;
minha carne, sua carne;
meu fôlego, sua brisa.
Mesmo ali, o morro me pisa,
me olha de baixo pra cima.
Me veja, morro. Me ensina
como deixar de ser água,
que sua pedra me fascina.
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